Patrimônio Digital

É cada vez mais comum para uma empresa, ou mesmo para uma pessoa física, pensar em patrimônio digital. Ao lado de imóveis e ativos como estoque ou equipamentos, o valor de nossos ativos digitais assume importância cada vez maior.
Esta escalada já tem alguns anos, e mesmo assim não sabemos como quantificar ou qualificar nossa presença digital: Quanto vale nosso domínio, nosso blog, nossa página, nosso e-commerce?
A internet é um território ainda pouco explorado por departamentos financeiros e contábeis de empresas, mesmo que já extensamente ocupado pelos departamentos de marketing e vendas.
Ou será que um site ou e-commerce valem apenas as vendas que geram?
Todo o resto. Todo o marketing e presença de marca na internet não tem valor?
Claro que tem.
Pense na internet como uma complexa mistura de loja e outdoor presente em todos os computadores e dispositivos mundo afora, e ao mesmo tempo ausente.
Esta possibilidade de presença é que cria as variáveis com que não estamos ainda acostumados a tratar.
E para quantificar e qualificar nosso patrimônio digital temos que tratar com métricas novas. De nada valem os metros quadrados de nossas lojas físicas em avenidas melhores ou piores localizadas em cidades.
De nada vale nosso centro de distribuição logística abarrotado de mercadorias.
Quando se fala de patrimônio digital, do valor de nossas marcas, sites, conteúdo na rede, o que vale são nossos índices de exposição.
Estes índices são os rankings de mecanismos de busca como o google (http://checkpagerank.net/) , o índice alexa (http://www.alexa.com/) que mede a quantidade de usuários que visita seu site, e a quantidade de backlinks, ou seja, quantidade de vezes que seu site, ou conteúdo, é direcionado por outro site.
Veja exemplos de conteúdos ou elementos digitais valorizados, a venda, em sites como o e-staleiro.com . Um site onde compra-se e vende-se patrimônio digital.
Enfim, podemos nos deparar com um e-commerce que não gera resultado financeiro, mas que tem um capital de permeabilidade de rede fantástico (e que poderia gerar resultado financeiro de outro modo).
Ao mesmo tempo temos grandes conglomerados que não souberam construir seu patrimônio digital, o ignorando-o ou tratando-o apenas como uma extensão de seu negócio físico, ao lado de pequenas empresas ou mesmo pessoas físicas, com patrimônios digitais imensos, baseados em trabalho sério e conhecimento do mundo digital.
O mais importante é que, cada vez mais, empresas da economia formal e física, e pessoas antes de certo modo desligadas da rede, estão cada vez mais dando valor ao que se cria e se mantem de patrimônio digital.

Somos uma sociedade em plena mudança. Muito provavelmente em breve seremos avaliados, financeiramente, pelo que possuímos de imóveis, ativos, e sobre o valor do patrimônio que amealhamos em nossas presenças digitais. 

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